domingo, 27 de julho de 2008

26° FDJ - Conservatório do Rio é o grande campeão do Festival

27/7/2008 - Foram 15 coreografias inscritas, 15 coreografias selecionadas, 15 coreografias premiadas. Com tantos prêmios conquistados ao longo dos oito dias da Mostra Competitiva, a Companhia Brasileira de Ballet do Rio de Janeiro, dividida em três sub-grupos, era a favorita a receber o Prêmio Especial de Melhor Grupo do 26º Festival de Dança de Joinville. Dito e feito.
O trabalho intenso do grupo, que iniciou em 1967, foi reconhecido pela comissão de profissionais formada por Carlota Portela, Suely Machado, Suzana Braga e pelos conselheiros Ângela Ferreira e Airton Tomazoni.
Em seus primeiros anos de atividades o elenco da companhia era formado por bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e teve como coreógrafos Tatiana Leskova, Dennis Gray, Eugenia Feodorova e David Duprê. Desde 2001 a companhia é dirigida por Jorge Teixeira e já tem em seu histórico a montagem de vários balés criados pelos mais aclamados coreógrafos contemporâneos, como Hélio Bejani, Henrique Talma e Sérgio Lobato.
No Festival de Dança de 2008 a Cia. do Conservatório se apresentou dividida em três grupos, de acordo com as categorias dos participantes. O Juvenil do Conservatório, formado por bailarinos nascidos entre 1994 e 1995, recebeu quatro primeiros lugares: três no Balé Clássico de Repertório (Conjunto, Variação Masculina e Pas-de-Deux) e um Balé Clássico de Conjunto. Recebeu ainda o terceiro lugar no Balé Clássico de Repertório, com a Variação Feminina.
Na categoria Sênior, que possui participantes nascidos entre 1992 e 1993, a companhia recebeu mais cinco premiações, através do Conservatório Brasileiro de Dança. No Balé Clássico de Repertório o grupo ficou com o segundo lugar no Conjunto, Variação Feminina, Grand Pas-de-Deux e o terceiro lugar da variação Masculina. No Balé Clássico recebeu o segundo lugar pelo Conjunto.
Ainda, pela Cia. do Conservatório, que é o grupo profissional, com bailarinos nascidos antes de 1991, levou a primeira colocação do Balé Clássico de Repertório no Grand Pas-de-Deux e Conjunto e a segunda pela Variação Masculina. No Balé Clássico recebeu mais dois primeiros lugares, no Trio e no Conjunto.
Após receber os 15 prêmios a Cia. do Conservatório do Rio de Janeiro recebeu o troféu de Melhor Grupo do Festival. Dos prêmios especiais, foram entregues também na noite de 26 de julho as medalhas aos melhores bailarinos e revelação.
O Melhor Bailarino do Festival foi Douglas Ruthes Ramalho, do Grupo Dance & Concept, de Curitiba. O dançarino foi premiado como melhor solista da categoria Avançada da Dança de Rua e marca a história do Festival como o primeiro campeão deste prêmio especial dançando este gênero. Douglas integra a Cia. de Dança Heart Company e é coreógrafo e bailarino da Ribalta Cia. de Dança, ambas de Curitiba. Professor de Hip Hop, pesquisa e pratica danças urbanas. Também integra a agência Dance & Concept Brasil, a qual representa no Festival.
O prêmio de Melhor Bailarina foi para a nordestina Érika Rosendo, do grupo Taipas Cia. de Dança. A bailarina de 22 anos veio de Natal, no Rio Grande do Norte, para o Festival de Dança de 2006, quando recebeu a indicação de Melhor Bailarina e foi a única das 60 concorrentes a passar na audição da Escola Bolshoi, na categoria Dança Contemporânea. Desde então mora em Joinville e atua como bailarina e coreógrafa. Criou a coreografia “Em Solo”, que lhe deu o prêmio do Solo Feminino Avançado na Mostra Competitiva deste ano. Iniciou os estudos de dança aos quatro anos, com o balé clássico, na escola do Teatro Alberto Maranhão e, aos 14 anos, teve contato com a dança contemporânea. É a segunda vez que uma bailarina deste gênero recebe este prêmio, a primeira vez foi em 2001.
A Revelação do Festival deste ano, segundo os jurados, foi a bailarina clássica Luiza Marques, de 17 anos. A jovem paulista começou a dançar aos oito anos de idade e fez parte do Grupo Raça. Está desde o início do ano no Ballet Aracy de Almeida, com o qual conquistou dois segundos lugares (Balé Clássico Conjunto e Balé Clássico de Repertório Grand Pas-de-Deux Avançada) e o terceiro lugar do Balé Clássico de repertório Conjunto Avançada, na Mostra Competitiva deste ano. Se apresenta no Festival desde 2004, quando ainda participava do Meia Ponta. Em 2006 foi indicada como Revelação e em 2007 recebeu o primeiro lugar do Conjunto de Balé Clássico e segundo do Grand Pas-de-Deux Sênior. No mesmo ano, foi uma das finalistas do Youth American Grand Prix, de Nova York.
Uma viagem ao Festival de Lyon, na França, é o prêmio concedido a Airton Rodrigues, escolhido como Coreógrafo Revelação neste ano. Sua criação “Pulse”, pelo Soma3 Grupo de Dança, de Curitiba, foi a campeã da Dança Contemporânea no Duo Avançada. Airton também coreografou “Carmen”, que recebeu a segunda colocação do Solo Feminino Avançada, no mesmo gênero. O coreógrafo integra o corpo de baile do Teatro Guaíra desde 2003 e foi convidado do 5º Festival Internacional de Hip Hop para ministrar aulas e compor a banca de jurados. Recebeu prêmios em festivais como o Festidança, Bento em Dança, Itajaí e Santa Maria em dança. Estudou Educação Física, Composição Coreográfica e Método Laban, e desenvolve pesquisa sobre artes visuais na dança.Por fim, mais uma viagem foi concedida a um bailarino de destaque no Festival de Dança. Em 2008, a escolhida foi Luiza Viana Fernandes, do Harmonia Studio de Dança, de Belo Horizonte. A bailarina terá a oportunidade de ir para Córdoba, na Argentina, participar da semi-final do Prix de Lausanne, Suíça, um dos mais importantes do mundo. Esta iniciativa tem apoio e ajuda de custo do Instituto Festival de Dança de Joinville. Luiza ficou com o primeiro lugar do Balé Clássico de Repertório, na Variação Feminina Sênior. A bailarina de apenas 15 anos arrancou suspiros da platéia e dos jurados. Cecília Kerche disse que “queria deixar de ser jurada para ser apenas espectadora de Luiza”. É a segunda vez que a bailarina participa do Festival em Joinville. Em 2007, através do Grand Prix de Nova York, foi premiada com uma bolsa de um mês de estudos na escola Harid Conservatory, na Flórida, renovada recentemente por mais três anos.
A Noite dos Campeões que fechou o 26º Festival de Dança de Joinville teve a reapresentação das coreografias campeãs da Mostra Competitiva e lotou a platéia de 4,3 mil lugares do Centreventos Cau Hansen. O Festival de 2008 chega ao final com novas marcas superadas. Mais de 4800 participantes estiveram nos espaços do evento, durante 11 dias. Cursistas, bailarinos, professores e visitantes vieram de 16 estados do Brasil e estiveram envolvidos nas mais diversas atividades de dança, através de ações como Palcos Abertos, Rua da Dança, Feira da Sapatilha, Cursos e Oficinas, Encontro das Ruas, Dança Comunidade, Mostra Contemporânea, Seminários de Dança, entre outros.
- Redação

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Foto: Alceu Bett

26° FDJ - Festival de Dança abre diálogo entre comunidade e o mundo da dança


27/7/2008 - O 26º Festival de Dança de Joinville chega ao final com novas marcas superadas. Mais de 4800 participantes estiveram nos espaços do evento, como o Centreventos Cau Hansen, Teatro Juarez Machado, Feira da Sapatilha, Cidadela Cultural Antártica, Casa da Cultura, Escola do Teatro Bolshoi, Colégio Germano Timm, Sociedade Harmonia Lyra, Estação Ferroviária, Centro de Convenções Alfredo Salfer, entre muitos outros. Cursistas, bailarinos, professores e visitantes vieram de 16 estados do Brasil e estiveram envolvidos nas mais diversas atividades da programação durante 11 dias. “O Festival é um panorama do que acontece na dança brasileira, na parte didática, de espetáculo e de pesquisa”, define Ely Diniz da Silva Filho, presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville. A Abertura do Festival teve a marcante presença do Theatro Municipal do Rio de Janeiro saudando o público com o “Lago dos Cisnes”. Duas damas do balé nacional estavam na ocasião: Cecília Kerche foi a protagonista do clássico e Ana Botafogo aplaudia da primeira fila da platéia. Outras personalidades que estiveram por Joinville foram o coreógrafo e bailarino de Dança de Salão, Carlinhos de Jesus, e o coreógrafo da Dança dos Famosos, da Rede Globo, Sylvio Lemgruber, esbanjando simpatia. Isabel Marques, doutora em Dança e umas das responsáveis pela elaboração dos documentos sobre Arte-Educação no Brasil, ministrou um fórum sobre este assunto do Dança Comunidade. Outro fórum teve a coordenação de Silvia Soter, bailarina e crítica de dança no jornal O Globo, sobre Dança em Projetos Sociais. O Dança Comunidade, que também levou crianças e jovens da periferia da cidade à sala de dança, teve como encerramento a emocionante participação de alunos especiais da APAE de Florianópolis, encenando “O Circo”, no palco da Feira da Sapatilha. Outros nomes importantes do estudo da dança como Armando Menicacci, Cristiane Wosniak, Thereza Rocha, entre outros, trouxeram conhecimento teórico em três dias dos Seminários de Dança. “Discutir e trocar experiências sobre dança são fundamentais atualmente e, por isso, esses seminários são de extrema importância. E também porque eles trazem para o Festival um público que não era freqüentador do evento”, conta Ely. Foram 150 vagas oferecidas e esgotadas. Os artigos expostos nos Seminários compõem um livro, que será lançado no Festival de 2009, como aconteceu neste ano. Os 40 cursos oferecidos e mais de 10 opções de workshops gratuitos completaram a programação didática do Festival. Uma das novidades de 2008 foi a Oficina Mix, ministrada pelo carioca Caio Nunes, que encerrou com um espetáculo musical, misturando dança, teatro e música. No total, foram mais de 2200 vagas para estudantes de balé, sapateado, jazz, dança contemporânea, e demais gêneros, além de cursos teóricos sobre prevenção de lesões e redação crítica, outra ação inédita deste ano.A Feira da Sapatilha, localizada no Expocentro Edmundo Doubrawa, anexo ao Centreventos Cau Hansen, funcionou em todos os dias do Festival e teve mais de 70 expositores em seus 4 mil m² de área. Novidades do mercado na dança fizeram sucesso entre os participantes que lotaram o espaço diariamente, e que tornam a Feira da Sapatilha a maior do setor no país. Outra inovação da Feira foi a apresentação de um desfile de moda, com coleções de quatro marcas expositoras.“O Festival está grande demais, não temos espaço físico para mais programação, por isso, as atividades em outros espaços são fundamentais. Os Palcos Abertos e, neste ano pela primeira vez, a Rua da Dança, promovem a disseminação da arte por toda a cidade e proporcionam a um maior número de pessoas apreciar a dança”, conta Ely. Também o apoio do Instituto Festival de Dança a atividades extras, como o Ritmos a Dois, a exposição de fotos e de poesias, amplia a abrangência das atividades desenvolvidas durante os 11 dias envolvendo a dança. O Ritmos a Dois retomou o romantismo da dança de salão, com um concurso de valsa, bolero, forró, samba e tango. Segundo ele, a cada ano aumenta a quantidade de espaços em que os Palcos Abertos acontecem. Além das empresas, hospitais, shoppings e praças, este ano o Festival inovou levando coreografias a uma obra em construção.
As apresentações dos Palcos Abertos e da Mostra Competitiva somaram, juntas, 1740 coreografias inscritas de todo o país, 254 grupos selecionados de 16 estados do Brasil e três do Paraguai e Argentina. No total, foram mais de 220 horas de dança nos Palcos Abertos, Mostra Competitiva, Meia Ponta e Mostra de Dança Contemporânea.O Encontro das Ruas que acontece pelo terceiro ano no Festival teve batalhas de B-Boys, Free Style, Popping e MCs, além de apresentações de DJs e Rappers e mostra de Grafite. O universo das ruas recebeu atenção especial da organização e atraiu o público amante do Hip Hop em dois dias de evento. A Dança de Rua também apareceu no palco do Centreventos, na Mostra Competitiva, junto com mais seis gêneros de dança: Balé Clássico, Jazz, Dança Contemporânea, Balé Clássico de Repertório, Sapateado e Danças Populares.“O nível dos bailarinos está muito elevado, por isso os jurados tiveram muito trabalho na escolha dos campeões”, conta Ely, que revela que o número de premiados em 2008 foi maior que no ano passado. “Este ano os destaques das noites competitivas, no geral, foram o Jazz e as Danças Populares. O Balé, é claro, predomina, com 50% das participações”.Outro ponto alto do Festival foi a participação dos solistas russos do Bolshoi abrilhantando a Noite de Gala com a peça “Don Quixote”. Natalia Osipova e Andrey Bolotin protagonizaram o enredo de Miguel de Cervantes, juntamente com alunos e bailarinos da Escola Bolshoi de Joinville. A força dos saltos e a precisão das piruetas levaram o público que lotou o Centreventos ao êxtase. A seleção dos trabalhos inscritos é de responsabilidade de quatro profissionais que compõem o Conselho Artístico do Festival. A cada dois anos, dois deles deixam o cargo, fazendo com que o grupo seja mesclado de tempo em tempos, garantindo a idoneidade e ética. Neste ano, a partir de setembro, já participam do Conselho os recém eleitos Sueli Machado, de Minas Gerais, e Sandra Meyer, de Santa Catarina, no lugar de Ângela Nolf e Ângela Ferreira. Compõem ainda os já conselheiros Airton Tomazoni e Eliana Caminada.


Por Andre Guesser

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26° FDJ - Ritmo e ousadia na última noite da Mostra Competitiva



26/7/2008 - Depois de uma verdadeira maratona de coreografias, o Festival de Dança de Joinville chega à última noite da Mostra Competitiva com as apresentações de Dança de Rua e Dança Contemporânea. Na noite de 25 de julho, foi premiado com o primeiro lugar o joinvilense Pablo Ramon Freire de Melo no Solo Masculino Avançado da Dança Contemporânea. Os melhores colocados do mesmo gênero foram Norma Lidia Pimenta Magalhães, de Ribeirão Preto, com o Solo Feminino Sênior; a Cia Alongue-se de Dança, de Itu, São Paulo, no Duo Sênior; Wald Oliveira Estudio de Dança e Artes, de Jaraguá do Sul, no Trio Sênior e Cia. Art Luz de Dança e Teatro, de Macaé, Rio de Janeiro, no Trio Avançada. Os jurados da Dança Contemporânea foram Suely Machado, Silvia Soter, Mônica Mion, Thereza Rocha e Eva Shul.Após o intervalo foi a vez da descontração da Dança de Rua. O melhor Conjunto Avançado, segundo a banca composta por Renato Cruz, Julio Bottoni, Carlos Nunes, Alexandre Snoop e Carlota Portella, foi o Anibal Dance, de Itajaí.
Por Andre Guesser
- Redação
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domingo, 20 de julho de 2008

26º FDJ - O Maior Festival do Mundo - Festival de Dança de Joinville



19/07/08 - Referencia em dança no País, o Festival de Dança de Joinville chega a 26ª edição maduro, consagrado e esbanjando vitalidade. Considerado o maior e mais importante evento do gênero no País, e o maior do mundo segundo o Guiness Book; ele possibilita, durante 11 dias, uma imersão no mundo da dança, com a participação de 257 grupos, em 220 horas de espetáculos assistidos por aproximadamente 200 mil espectadores.

Desde 1983, quando foi criado, pelos palcos do festival já passaram ícones da dança mundial e algumas das companhias e corpos de baile mais renomados do mundo, em noites especiais disputadas pelo público. Foi com a Mostra Competitiva que começou o Festival de Dança de Joinville, e a edição deste ano está repleta de novidades.

Para chegar até a Noite dos Campeões, os grupos finalistas percorrem uma longo caminho. Tudo começa na seletiva, onde eles são avaliados previamente pelo Conselho Artístico do Instituto Festival de Dança, concorrendo com grupos inscritos de todo Brasil e exterior. Depois, vêm as apresentações ao vivo da Mostra Competitiva, culminando com o reconhecimento do corpo do corpo de jurados, formado por profissionais célebres.

Programação para todos os gostos, veja alguns eventos que acontecem durante os 11 dias de Festival:

Noite de Abertura -Trouxe ao palco do centreventos Cau Hansen o clássico "O Lago dos Cisnes" com os bailarinos do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entre eles os solistas Cecília Kerche e Vitor Luiz.

Mostra Competitiva - é realizada ente 17 e 25 de julho, sempre a partir das 19h. São apresentados os gêneros Balé Clássico de Repertório, Dança Contemporânea, Dança de Rua, Balé Clássico, Danças Populares, Sapateado e o Jazz. Depois desta maratona de apresentações de Dança se apresentam no palco principal do Cau Hansen na Noite dos Campeões, as 19h.

Noite de Gala - um momento especial, aguardado pelo público em todos os anos e pela quantidade de espetáculos convidados. Em 2008 será apresentado a Grande Suíte do balé "Dom Quixote", um ícone na história da dança mundial, interpretados pelos solistas do Ballet Bolshoi da Rússia, e alunos da Escola Bolshoi no Brasil.

Meia Ponta - acontece no Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos cau Hasen, há espaço para jovens e promissores talentos, de idades entre 10 e 12 anos, demostrarem seus trabalhos, nesta mostra não competitiva.

Palcos Abertos - paralelo a isso tudo, durante todos os dias do Festival, os Palcos Abertos levam a dança a praças, bairros, hospitais, industrias, centos comerciais, entre outros. grupos e escolas inscritos no Festival apresentam seus espetáculos, gratuitos, com o intuito de popularizar esta arte e movimentar Joinville.

Mostra de Dança Contemporânea - em que grupos profissionais convidados apresentam o resultado de suas pesquisas, através de espetáculos criativos, as apresentações acontecem em espaços alternativos.

Encontro das Ruas - acontece no fim de semana, dias 19 e 20, das 11h as 18h, envolvendo atividades como Batalhas de B-Boys, Free Style, Poping, MC´s, Mostra de Grafite, workshops e debates, trazendo para o Festival o mundo das artes urbanas.

Cursos e Oficinas - além das apresentações, há espaço para a profissionalização e debates teóricos, destinados a estudantes e profissionais, as aulas acontecem em diversos locais e horários e contam com professores especializados, de referência no Brasil e no exterior.
Seminários da Dança - acontecem pelo segundo ano no Festival e lançam questionamentos para especialistas, pesquisadores, investigadores e artistas do corpo.

Dança Comunidade - incentiva a prática e ao aprimoramento de técnicas para jovens de bairros da periferia. As atividades gratuitas são oferecidas a cerca de 300 selecionadas pelso programas de desenvolvimento.

Rua da Dança - é uma novidade este ano no Festival, acontece dia 20 de julho, na Estação Ferroviária de Joinville. Ela oferece espaço para que a comunidade fique ainda mais próxima do Festival, com apresentações, recreação e aulas abertas.

Feira da Sapatilha - que funciona no Expocentro Edmundo Doubrawa, das 10h as 23h. As principais marcas e produtos de dança do Brasil, mais de 70 expositores compõem a Feira da Saaptilha, estandes institucionais e artesanato regional são oferecidos aos visitantes, que também podem utilizar o Espaço Literário e a Praça de Alimentação.


Há 26 anos, nos 11 dias de Festival de Dança, Joinville respira dança. E, junto com Santa Catarina, se coloca no centro do cenário artístico nacional.




Por Andre Guesser
andreguesser@divercity.com.br
- Redação

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Agência Espetaculum
Foto: Alceu Bett

26º FDJ - Festival começa com força total no primeiro dia



17/07/08 - Depois da grande estréia com o balé O Lago dos Cisnes na noite de 16 de julho, o 26º Festival de Dança de Joinville inicia sua programação com diversas ações nesta quinta-feira. Além da Feira da Sapatilha que, desde ontem, tem atraído muitos visitantes, ainda acontecem apresentações, cursos e, o momento mais importante para muitos bailarinos, a Mostra Competitiva.
De 17 a 25 de julho, bailarinos vindos de 13 estados do Brasil competem em sete gêneros: Balé Clássico, Dança Contemporânea, Dança de Rua, Danças Populares, Balé Clássico de Repertório, Jazz e Sapateado. A novidade deste ano é a inclusão de sub-gêneros de Dança de Rua: solo, duos e trios. As coreografias participantes são divididas por categorias de acordo com a faixa etária dos integrantes: Júnior (nascidos em 1994 e 1995), Sênior (nascidos em 1992 e 1993) e Avançada (nascidos em 1991 ou antes).
O primeiro dia de competições inicia com a Dança Contemporânea, com as solistas e os duos femininos de nível avançado. Depois são os bailarinos de Variação Sênior e Conjunto de Avançada, do Balé Clássico de Repertório.
A Mostra Competitiva acontece de 17 a 25 de julho, no palco do Centreventos Cau Hansen, a partir das 19 horas. Em 26 de julho, na Noite dos Campeões, os primeiros colocados se apresentam e recebem suas premiações, fechando o Festival. Haverá ainda prêmios especiais como Troféu de Melhor Grupo e Medalhas de Ouro para Prêmio Revelação, Melhor Bailarino e Melhor Bailarina, que juntos somam R$ 30 mil em dinheiro, além de uma viagem ao Festival de Lyon, na França, oferecido ao Coreógrafo Revelação do evento.
Na quinta-feira acontece, ainda, o primeiro dia dos Palcos Abertos. A participação especial fica por conta do coreógrafo da Dança dos Famosos, Silvio Silvio Lemgruber, com atividades interativas, chamando o público para a dança.
Às 15h acontecem apresentações gratuitas no Ancianato e Hospital Bathesda, e durante vários horários do dia na Praça Nereu Ramos, no Supermercado Giassi, nos Shoppings Americanas, Cidade das Flores e Muller. Marca registrada do Festival de Dança de Joinville, os Palcos Abertos chegam em 2008 com um novo recorde: 619 coreografias inscritas, 30% a mais que em 2007, de grupos vindos de 14 estados do Brasil, além do Paraguai e da Argentina. A novidade desta 26ª edição são as apresentações de solos, duos e trios em todas as categorias.
Inicia também no dia 17 a Oficina Mix, abrindo a programação de Cursos e Oficinas oferecida pelo Festival. Até o dia 25 serão mais de dois mil alunos, assistindo aulas ministradas por profissionais reconhecidos no Brasil e no exterior, em diversos gêneros como Balé Clássico, Dança Teatro, Sapateado, entre muitos outros.
As atividades didáticas acontecem também na Feira da Sapatilha. No dia 17 serão três oficinas gratuitas, que acontecem na sala de workshops, no centro do Expocentro Edmundo Doubrawa. Das 11 às 13h, Fernando Zican fala sobre prevenção em lesões na dança, a convite do Unidança/Cyber Café. Às 14h a bailarina carioca Cláudia Mota estará conversando sobre aquecimento muscular e a importância do uso das malhas para os bailarinos. Este workshop é promovido pelo Ballet Tricot, até às 16h. Das 17 às 18h a Escola Bolshoi traz Alexandre Simas ensinando sobre maquiagem para a cena. Para participar gratuitamente basta se inscrever nos estandes promotores.
A noite do dia 17 também marca o início da Mostra Contemporânea, um evento aguardado pelos visitantes e bailarinos. Novas propostas e trabalhos de pesquisa em dança são apresentados, rompendo as barreiras do tradicional e ousando em cena. O primeiro grupo a subir ao palco do Teatro Juarez Machado, às 22h, é a Luis Arrieta Dança, de São Paulo, com o espetáculo Carnaval dos Animais. Logo em seguida, a Riscas Cia. de Dança apresenta o espetáculo Escape, sob direção de Edson Fernandes.
O primeiro dia do Festival já dá sinais de como a programação deve ser até o último dia: recheada de atrações de qualidade, para diversos gostos e públicos, agitando a cidade de Joinville e fazendo todo mundo entrar na dança.


Por Andre Guesser
andreguesser@divercity.com.br
- Redação

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Agência Espetaculum
Foto: Alceu Bett