terça-feira, 24 de março de 2009

Mkt Promocional é aposta da vez!


Marketing promocional é uma das apostas do setor de comunicação


Estudo lançado pela consultoria americana AdMedia Partners, Inc. revela que a crise econômica mundial deve afetar de maneira distinta os diferentes setores de comunicação. Segundo o levantamento, realizado junto a 3.700 executivos de agências de propaganda dos Estados Unidos, o segmento mais afetado será o de propaganda, enquanto o marketing promocional aparece entre as principais apostas para 2009. De acordo com os resultados da pesquisa, os executivos acreditam que os investimentos devem aumentar nos setores de marketing boca a boca (52%), database marketing/CRM (48%) e marketing promocional (30%). Outros dois segmentos promissores são o marketing direto e a consultoria de marketing e estratégia, também com expectativa de aumento de investimentos apontada por 30% dos entrevistados. Já a propaganda foi o setor que apresentou a pior avaliação do estudo. Dos profissionais entrevistados, apenas 1% acredita que haverá aumento de investimentos na área. Outros 87% prevêem queda nos investimentos em propaganda e apenas 12% estimam a manutenção dos recursos. A pesquisa foi feita em dezembro de 2008, por meio de questionário pela internet. Participaram executivos de agências de propaganda, marketing de serviços, agências digitais e profissionais de private equity. Para Guilherme de Almeida Prado, diretor geral da Plano1 Comunicação, os investimentos em marketing promocional brasileiro devem ser ainda mais expressivos. "O mais interessante é que no Brasil as ações de marketing boca a boca são conduzidas na sua maioria pelas agências de marketing promocional. Ou seja, duas das três disciplinas com melhor perspectiva estão ligadas ao marketing promocional.", afirma. Segundo Almeida Prado, o mercado brasileiro de comunicação deve seguir o comportamento do mercado internacional. "Acreditamos que os anunciantes devem focar as ações mais para o ponto de venda ao invés de investir em grandes campanhas de publicidade. Nos últimos anos, as ações no trade marketing vem ganhando espaço e, com o cenário atual, esta tendência deve ficar ainda mais evidente", afirma.

Confira os dados completos da pesquisa da AdMedia.

Marketing Off-line em 2009

Disciplinas

Maior

Estável

Abaixo

Marketing Boca a boca

52%

23%

25%

Database Marketing/CRM

48%

32%

19%

Marketing Promocional

30%

31%

39%

Marketing Direto

30%

30%

40%

Consultoria de Marketing/Estratégica

30%

27%

42%

Relações Públicas

24%

32%

44%

Eventos/Marketing de Experiência

24%

24%

51%

Pesquisa de Mercado

16%

38%

46%

Design/Branding

10%

30%

60%

Compra/Planejamento de Mídia

2%

26%

72%

Propaganda

1%

12%

87%


Fusões e aquisições no mercado de propaganda e publicidade

O ano de 2009 não será um ano muito favorável para as agências de publicidade e propaganda. Também de acordo com a pesquisa realizada pela consultoria, apenas 6% das empresas entrevistadas esperam um ano mais forte que 2008 contra 78% que prevêem um ano mais fraco. Para 16%, 2009 deve manter o mesmo ritmo do ano passado. Apesar da perspectiva negativa, as negociações de compra e venda de empresas continuarão aquecidas. Do total dos entrevistados, 60% afirmaram que devem participar de processos de fusão e aquisição este ano contra 67% do ano anterior. "O fato da expectativa da economia ser mais fraca para 78% dos respondentes não quer dizer que o setor será afetado em demasia. Em primeiro lugar, a pressão econômica ao mesmo tempo em que exige cortes de certas empresas, faz com que as empresas que têm caixa invistam em comunicação para ganharem participação de mercado. O ligeiro declínio na perspectiva de envolvimento em processos de fusões e aquisições é uma prova disso. No Brasil, também há uma movimentação neste sentido, porém bem mais modesta que em outros países", avalia Guilherme de Almeida Prado, diretor geral da Plano1 Comunicação. De acordo com o levantamento, as regiões com maior potencial para fusões e aquisições são os Estados Unidos e Canadá, com 45%, seguidos pela China, com 29%. A América Latina fica em quarto lugar no ranking, com apenas 7%.



Fonte: http://www.promoview.com.br/


Por Andre Guesser
andreguesser@divercity.com.br
- Redação

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